sábado, 21 de setembro de 2013

Os mitos e as lendas do Rock in Rio

   Definitivamente o Rock in Rio não é só um palco de estrelas ascendentes ou o último ciclo daquelas que estão no limiar de seus derradeiros brilhos.
   Aquilo é uma ágora, onde a competência de discorrer sobre os sonhos, os amores, os projetos e todas as outras condições humanas não permitem que a diferença estética e ideológica das bandas, das musas e dos handsomes estabeleça a supremacia de um  sobre o outro.
  Nem mesmo a hierarquia subliminar entre Palco Mundo e Sunset é capaz de desconstruir a democracia que o evento vem renovando a cada edição.
   E o Rock in Rio é um evento tão igualitário que ninguém tem um tempo excepcionalmente maior que o outro para expor a sua mediocridade ou o seu refinamento.
   Se o Festival foi concebido com esse propósito de conexão de tribos, de ideais, não podia mesmo ser uma seara apenas de metaleiros, embora o progressismo do metal esteja sempre à frente de qualquer outro barulho vindo dos batuques, dessa nova fornada pop e de todas essas misturas de ritmos e gêneros que sempre teve espaço nas edições do Rock in Rio.
  Não é difícil enxergar os fantasmas que aparecem a todo instante no espetáculo das luzes, nas performances, nos timbres, nas batidas e nas coreografias. Desde os astros que se foram àqueles que ainda pisam neste plano, eles aparecem em cada apresentação como a sombra de seus seguidores.
   É como se o Fred Mercury, o Michael Jackson, o Kiss, os Rolling Stones, o Guns N' Roses, o U2, Bob Dylan, além de Bob Marley, Ella Fritzgerald, Chuck Berry, Louis Armstrong e outros expoentes estivessem presentes em tempo real.
  São os sofistas, que de uma forma ou de outra, persuadiram as gerações seguintes, cada um em sua vertente teatral ou circense.
  A influência musical e o alinhamento irrestrito ao estilo de outras épocas. A musicalidade, a poesia, a mensagem inserida nas letras, nos requebros, eternizadas e atualizadas em novos arranjos e batidas, sobem ao palco como herança de tudo que já foi discursado, tocado e cantado para outras grandes plateias.
   O sucesso e o brilho das próximas edições do Rock in Rio vão depender sempre dos mitos e das lendas vivas.


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