segunda-feira, 7 de setembro de 2026

INDEPENDÊNCIA DE FATO

   

   Pelo tempo que já passou da independência do Brasil junto das vezes que a gente vai às urnas, o que se poderia estar sendo discutido para o bem de todos e felicidade geral da nação era como aprimorar o cenário que desenhamos para o Brasil ao longo de todo esse período.
      Dentro dessa expectativa faltaria apenas alguns detalhes, ou aparar as arestas, como já se falava desde os tempos do famoso grito da independência. 
      É claro que não vamos falar do nosso país com aquele pessimismo de antigamente, quando havia um nível de subserviência em larga escala, mesmo a gente tendo hino, bandeira, brasão e esperança com as nossas próprias cores.
     Há hoje um olhar diferenciado do mundo em nossa direção. Há contrapartidas, regras e critérios mais para quem quiser chegar por aqui e tirar proveito de alguma coisa. Aquela velha máxima de que o Brasil não é um país sério caiu em desuso por motivo de força maior.
      Foi-se o tempo em que cada brasileiro tinha de gritar bem alto para além de nossas fronteiras que nós somos foda o suficiente para desenrolar nossos B.Os. O recado foi dado e se há ainda alguma tentativa por parte de algum forasteiro de reproduzir aquele velho cenário de antigamente, é algum brasileiro ou uma gama da sociedade que ainda dá confiança, vestindo boné e ostentando bandeira de outras cores, sem noção alguma do gigantismo do Brasil perante o mundo.
      Pois é essa luta que a gente trava atualmente dentro de nossos domínios. A soberania do Brasil ainda tem outra conotação, outro conceito para uma parcela significativa da sociedade brasileira. Ainda tem gente no Brasil torcendo para o nosso próprio fracasso.
       A ideia de um Brasil de várias etnias e culturas ainda está fora da consciência de muitos brasileiros acostumados a um país segregado, dividido e mal distribuído. Ainda é comum na vida brasileira esse cenário de nação partida.
      Quando chega a época de eleição, então, o nível de representatividade nas propagandas e as falas ao fundo, os discursos de ódio, perseguição e toda sorte de discriminação, tudo isso revela o quanto ainda precisamos caminhar para convencer os próprios brasileiros de nossas cores e ideais.
      Não se trata mais de mostrar para o mundo o nosso potencial, pois eles já sabem do que somos capazes. A ideia é cada brasileiro ser um brasileiro de verdade. A gente comemora quando um atleta sobe nosso hino lá fora, mas vibraremos também quando nossos indicadores da vida brasileira der aos próprios brasileiros uma nova roupagem.
     Afinal de contas, o Brasil é dos brasileiros, e isso conta como uma independência de fato.