Já virou lugar-comum classificar a Copa do momento como a maior, a melhor de todos os tempos. De quatro em quatro anos é sempre assim.
Só que isso fica apenas na publicidade que se faz de um evento dessa magnitude para atrair a moral da opinião pública, incluindo até os que não gostam de futebol.
Mas quando eu vi o álbum da Copa com figurinhas de boleiros que nem foram convocados deu pra ver que ia ser a mais esquisita também, como as outras. É o tipo da coisa estranha que sempre dá margem para premonições. Assuntos de bastidores mesmo. Não é pela pantomima que a seleção brasileira vem demonstrando ultimamente, até porque, todo mundo já sabe jogar bola hoje em dia e o Brasil não está mais com essa bola toda.
O mundo do futebol já é na sua configuração um outro mapa entrelaçado nesse que a gente já conhece, mas com fronteiras diferentes, gente com nacionalidade alternativa. Tem seleção formada, tanto com imigrantes como com nativos, numa movimentação que remexe até nos registros históricos da humanidade, ou a bem da verdade, no conceito de pátria, soberania, essas palavrinhas bem em voga atualmente.
Eu acho até que o velho espírito do futebol anda ou vaga, sei lá, em polvorosa, com tantas contradições movendo o mundo da bola.
Nem vou destacar o revanchismo histórico-futebolístico do colonizado suplantando o colonizador, que já faz tempo que rola essa treta no futebol, mas numa saudável disputa, tudo bem.
Só que eu vi com uma certa estranheza a delegação da Espanha entrando em triunfo no México depois de tudo que eles fizeram com os Astecas, e não teve nem uma plaquinha de protesto na saída do saguão do aeroporto, os caras sendo revistados, essas coisas. Pois é, a história prossegue e a vida continua sem ressentimentos, só lembranças.
Esquisito mesmo é ver o Irã na terra do Tio Sam fazendo figuração na Copa. Nem acredito que o país persa tenha grandes pretensões na disputa, ainda mais agora com a cabeça dos caras lá no Estreito de Ormuz, certamente vai interferir no desempenho da equipe, ou não? Mas é meio estranho, mesmo com a velha atmosfera de união entre os povos como essência maior da Copa do Mundo. E se eles se enfrentarem no mata-mata? Eita! Já pensou, Donald Trump e Mojtaba Khamenei na tribuna de honra?
Bom...isso é apenas um delírio de quem escreve, mas tudo pode acontecer. Do primeiro ao último jogo vai rolar alguma coisa figurando nos trends, viralizando, criando memes e, claro, polarizando também, porque, se não tiver resenha, não é Copa do Mundo.
De qualquer forma, a gente fica aqui acreditando que essa Copa do Mundo em três países ainda pode dar o que falar.










