Parece que finalmente o ano vai começar, porque no Brasil há sempre um ensaio de como será o ano antes do carnaval. As pessoas vão tendo uma prévia de como será mais um período na vida brasileira.
Ainda antes da maior festa do povo vão aparecendo junto com a esperança de cada um as incertezas, os boletos e a medida da cruz que geral vai continuar carregando, o velho fardo que varia de tamanho e peso pra cada cidadão do nosso lindo e maravilhoso país.
E a correria pode ainda ser maior do que se imagina, pois já tem gente dizendo que o dia com apenas 24 horas será pouco pra dar conta dos compromissos, dos projetos em mente, que quando chegar dezembro vai ficar faltando mais alguns meses para cumprir metas. E pelo calendário apertado muita gente pode se frustrar por causa de um monte de feriado atrapalhando desde o produto interno bruto até o leite das crianças.
A Copa do Mundo com os jogos à noite e a seleção muquirana não devem ocupar a mente em nível nacional. De repente nem vai rolar aquela bebedeira antes, durante e depois da pelada. A safra de boleiros está tão bizarra nesses últimos tempos, que nem procede tomar uma pelos caras.
E ainda tem aqueles casos escabrosos que sempre dão dar pano pra manga nas redes sociais, os escândalos que a gente vê toda hora, mas que parece um fato em nossa vida.
Já as eleições vão dar uma balançada na situação mais uma vez por motivos óbvios. Um monte de gente de mal novamente, quando já estavam quase ficando de bem, a retomada daqueles almoços em família, as resenhas no bar, a pelada da rapaziada, vai ter agenda comprometida ao longo do período, porque depois de tanta treta e clima pesado, neguim ainda não se emendou, vai vendo.
Mas, claro, a gente pensa também no lado bom de toda a expectativa para um 2026 com muita energia, trabalho, sorte e saúde. Se der tempo de no meio de toda essa efervescência cada um encaixar uma atividade paralela que possa refrescar a mente e o espírito, tudo junto e misturado, beleza, a saúde mental vai melhorar seus indicativos.
Se for para começar de fato um ano novo, o melhor é se desligar completamente de tudo que rolava antes do carnaval como se fosse ainda o ano passado, enfim, se desprender de tempos passados. Boicote total ao que já foi. Renúncia absoluta ao que não faz mais sentido, porque a página virou.
É desligar aquele batuque que ainda faz zumbido nos ouvidos e se preparar que 2026 vai brilhar, mas sem purpurina.










