Os vários sons que ecoam pelo mundo afora já não soam apenas em sua origem. As batidas, os riffs de guitarra, as vozes das mais variadas entonações, os ritmos tribais e dos guetos, os arranjos esquisitos e diferenciados, a harmonia de outros quadrantes do planeta são nuances da globalização musical, a grande revolução dos sons e da musica, e as transformações que vão criando cada vez mais estilos e gêneros na velha e sempre atuante arte da musicalidade global.
É assim o Rock in Rio. Não tinha como restringir o espaço e a dimensão midiática do evento ao universo roqueiro apenas, como lamentam até hoje os amantes do bom e velho rock’n roll.
As tendências de outros movimentos e gêneros com o mesmo aporte de mídia e público foram ganhando espaço e audiência bem além de seu ponto de origem, não só no Brasil como em gêneros vindos de várias partes do mundo.
O próprio conceito de cultura sugere essa universalização de vertentes musicais de todos os quadrantes do planeta, que a marca Rock in Rio abraçou forte e brilhantemente.
Com isso, a gente passa a conhecer artistas e estilos que mesmo com toda a dimensão e alcance das redes sociais quase passam despercebidos, e eventos com a magnitude do Rock in Rio serve justamente para aproximar, melhor dizendo, globalizar a arte e a magia da música em todos os seus estilos.
Em meio a toda esse espetáculo que é o Rock in Rio a gente ainda vê jovens talentos reproduzindo gêneros já consagrados, como a jovem e promissora Laufey, uma artista islandesa com raízes chinesas, que subiu ao palco cantando bossa nova. Que maravilha assistir a novas gerações realimentando gêneros que a gente já curtia no passado. São novos talentos a serviço daquilo que a gente já conhecia como primoroso.
E para exaltar ainda essa versão revival do Rock in Rio, o festival ainda traz em todas as suas edições velhos ícones da música. Que maravilha ver Elton John com toda energia e relembrando maravilhas do seu rico e vastíssimo repertório.
Seja do rock, do pop, não importa, uma viagem ao passado de uma geração que acompanha desde o início esse espetáculo maravilhoso que o Rock in Rio proporciona ao público desde 1985.
É resgate, é história de tudo que surgiu ao longo desses anos, além, claro, de prestigiar e abrir espaço para outros segmentos musicais, porque o Rock in Rio é isso, renovação, inovação, arte e cultura para todos os ritmos e em todos os tempos.

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