quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ROCK IN RIO É RENOVAÇÃO



     Os vários sons que ecoam pelo mundo afora já não soam apenas em sua origem. As batidas, os riffs de guitarra, as vozes das mais variadas entonações, os ritmos tribais e dos guetos, os arranjos esquisitos e diferenciados, a harmonia de outros quadrantes do planeta são nuances da globalização musical, a grande revolução dos sons e da musica, e as transformações que vão criando cada vez mais estilos e gêneros na velha e sempre atuante arte da musicalidade global.
   É assim o Rock in Rio. Não tinha como restringir o espaço e a dimensão midiática do evento ao universo roqueiro apenas, como lamentam até hoje os amantes do bom e velho rock’n roll. 
     As tendências de outros movimentos e gêneros com o mesmo aporte de mídia e público foram ganhando espaço e audiência bem além de seu ponto de origem, não só no Brasil como em gêneros vindos de várias partes do mundo.
     O próprio conceito de cultura sugere essa universalização de vertentes musicais de todos os quadrantes do planeta, que a marca Rock in Rio abraçou forte e brilhantemente.
    Com isso, a gente passa a conhecer artistas e estilos que mesmo com toda a dimensão e alcance das redes sociais quase passam despercebidos, e eventos com a magnitude do Rock in Rio serve justamente para aproximar, melhor dizendo, globalizar a arte e a magia da música em todos os seus estilos.
    Em meio a toda esse espetáculo que é o Rock in Rio a gente ainda vê jovens talentos reproduzindo gêneros já consagrados, como a jovem e promissora Laufey, uma artista islandesa com raízes chinesas, que subiu ao palco cantando bossa nova. Que maravilha assistir a novas gerações realimentando gêneros que a gente já curtia no passado. São novos talentos a serviço daquilo que a gente já conhecia como primoroso.
     E para exaltar ainda essa versão revival do Rock in Rio, o festival ainda traz em todas as suas edições velhos ícones da música. Que maravilha ver Elton John com toda energia e relembrando maravilhas do seu rico e vastíssimo repertório.  
     Seja do rock, do pop, não importa, uma viagem ao passado de uma geração que acompanha desde o início esse espetáculo maravilhoso que o Rock in Rio proporciona ao público desde 1985.
     É resgate, é história de tudo que surgiu ao longo desses anos, além, claro, de prestigiar e abrir espaço para outros segmentos musicais, porque o Rock in Rio é isso, renovação, inovação, arte e cultura para todos os ritmos e em todos os tempos.
     


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