Em cada edição de Copa do Mundo aparece um ou mais estreantes na disputa. Aquela seleção que acaba sendo o saco de pancada dentro do grupo, fazendo apenas figuração na Copa. A seleção daquele país que ninguém imaginava que jogava bola. Aquele lugar que a gente pensava que era apenas paraíso fiscal e destino turístico de forasteiros.
Só que nesses recantos o povo de lá também aprendeu a jogar futebol. Foi através deles que a gente começou a acreditar que não tem mais bobo no futebol.
Apesar de ainda não serem aquela Brastemp, já começam a dar trabalho e impor obstáculos a seus adversários, vai vendo. E com isso vai aumentando a galeria de países, cada um com suas possibilidades, que vão dando um jeito de mandar um time a campo.
O lado bom de toda essa amplitude que a arte de jogar bola vem tomando é que o futebol vai retomando o caráter de coletividade da modalidade, como sempre se sugeriu desde a sua concepção. Se em toda a história do futebol a presença dos fora de série, dos craques renomados, dos salvadores da pátria, desconstruiu-se um pouco a essência de unidade em campo, pelo lampejo individual da tal figura proeminente do time, hoje, independente do status de alguém na equipe, as movimentações que a gente vê agora no futebol, a performance do time, tem de fato essa proposta do coletivo sobrepondo o individual.
A ideia é que mesmo a equipe que tem em seu plantel aquele jogador top de linha, este vai simplesmente se adequar a um esquema que prega justamente a participação de todos no esquema tático do time. E não é de hoje que vários times em todos os quadrantes do mundo da bola se destacam nas principais competições sem nenhuma figurinha carimbada em campo, e não é diferente que desde edições passadas de Copa do Mundo surge sempre uma seleção emergente inserida nessa nova realidade do futebol.
Para a felicidade geral de todos os amantes do futebol vai haver sempre jogadores diferenciados que serão disputados no mercado da bola, mas pelo entendimento que se faz para a evolução do futebol, pela nova visão sinalizada nos principais centros de formação, o aspecto coletivo é que vai prevalecer.
Os jogadores hoje em dia, principalmente aqueles que atuam sob a batuta de treinadores com visão moderna, têm funções diferenciadas em campo. Há uma nova concepção de como ocupar os espaços em campo, de novas movimentações, de desenhos táticos inovadores, num cenário dentro das quatro linhas que prioriza o coletivo.
Com isso, equipes sem expressão no círculo do futebol começam a despontar na galeria de grandes disputas, clubes e seleções, por entenderem uma nova tendência no velho esporte bretão. Nas Copas do Mundo mesmo, a tendência é que surjam novos atores nesse espetáculo.
A conferir.

Boa meu Caro Miguel!
ResponderExcluirMais um texto de sua autoria que toca no âmago do assunto do momento, realmente um texto perfeito para o momento.
Um belo exemplo, que confirma seu texto é a seleção de Cabo Verde.
ABS.
Valeriano
Sim, exatamente, são novas figuras surgindo.
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